quarta-feira, 18 de junho de 2014

Homeless




É tão bom ter um lugar pra chamar de "minha casa". Você chega, se sente totalmente confortável, sente que aquele é, de fato, o seu lugar.
O problema da vida é que ela nunca é simples, e infelizmente ela nos divide em pedaços. Se eu tive o mesmo lar por 15 anos, hoje poso dizer que ele não existe mais. Mas esse não é o problema. O problema é que ao invés de aparecer um novo para substituir, apareceram dois. E um em cada cidade, um em cada universo da minha vida (além dos outros dois, que me esperam na Alemanha). 
É engraçado como a mudança completa de ambientes nos faz enxergar como se a vida fosse mais de uma. Se o lugar muda, todas as pessoas ao seu redor mudam, seus hábitos mudam... Quem é que pode dizer que você não mudou também? E esse é o problema. Uma vez que você se divide, nem que seja uma só vez, você nunca vai se sentir completo de novo. E aí você se divide e divide e, quando percebe, você não faz mais parte de nenhum lugar de verdade. Nenhum lugar te parece confortável o suficiente pra você chamar de lar, mas ao mesmo tempo todos são tão parte de você que todos são seus lares. Mas, enquanto você está em um, o mundo continua rodando no outro. E você não está lá, e não faz mais 100% parte daquilo.

Parte de mim gosta muito de estar em São Paulo agora, com a família de sangue, os amigos de sempre, meu quarto e esta rotina megalopolitana. Outra parte gostaria muito de estar em Franca, com outros amigos, outra família, minha casa e essa rotina de universitário. Mas ainda tem aquela parte, que sente falta de Bad Iburg faz mais de 2 anos, que abandonou a hostfamília, os amigos alemães, o quarto no porão e aquela rotina de intercambista .

Me divido em partes, e sei que nunca serei inteira de novo, que esse sentimento de saudade nunca mais vai sair de mim. Mas também sei que cada pedaço que falta ajuda a formar a minha personalidade e a definir, mesmo que só pra mim mesma, quem eu sou de verdade, 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pela cor que eu procuro em SP




Cai uma leve garoa na Avenida Paulista. Guarda-chuvas pretos por todos os lados, pessoas em vestes preto-amareladas com seus celulares nas orelhas e os pés fugindo das poças d'água. E eu, parada num ponto de ônibus, observando a fumaça cinza saindo de um ônibus laranja-acinzentado tento me encontrar. E, diferentemente das mais conhecidas histórias, consigo.
Paulistana nascida e criada no cinza, infelizmete levada a conhecer as cores pelo mundo afora. A São Paulo que já foi o amor da minha vida agora parece um one night stand de alguns anos atrás, o nome sempre fugindo da memória. Na verdade, São Paulo é como aquele primeiro amor, que faz todo sentido e parece ser a única razão da sua existência até você crescer e descobrir o que é amor de verdade, mas que deixa saudade por ser despertador e inocente.
Nem o vermelho das colunas do MASP consegue se destacar muito entre toda essa falta de cor. A poeira não deixa.

Talvez não seja bem a cidade, seja só eu. Talvez, se eu não tivesse a abandonado por um tempo, a cor ainda estivesse lá.
Mas, sinceramente, espero que essa cor nunca me volte. Eu sei que enquanto a cor volta meu mundo fecha.
E não há nada que eu queira mais que continuar vendo esse mundo preto e branco.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Em seu devido lugar

Pra alguém que tinha caído no esquecimento, você voltou rápido demais, incrível demais pra eu poder me preparar.
E me derrubou.


Falling, yes I am falling! [...] And other boys were never quite like this. Mmm mmm mmm, mmm!



Please, just don't overreact. It is just a song, I swear. You just caught me disarmed.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Primark

Muitas palavras, mas nenhuma faz sentido.
Muitos trabalhos, mas eles fazem menos sentido ainda.
E pouca vida, pouca pouca pouca vida! Vida que tanto me tomava um ano atrás, vida que eu faria de tudo pra ter outra vez.
Vida vida vida vida, que saudade!
Não que as Belas Artes não sejam belas, elas são. Mas minha cabeça não está pronta pra isso, não agora. Minha cabeça viaja, viaja viaja viaja viaja. Minha cabeça sente falta daquelas ruas, aqueles caminhos, aqueles cheiros, aqueles sons. Minha cabeça quer o preto, vermelho e amarelo e eu não sei se ela aguenta todos esses quatro anos.
Quatro quatro QUATRO anos.
Até eu poder ir de vez.
Até eu poder me encontrar outra vez.




sábado, 22 de dezembro de 2012

And the time goes by

Não, o mundo não acabou.
Mas pela primeira vez eu não tive medo da morte.
Pela primeira vez pensar a respeito não me apertou o coração, não senti um vazio no estômago nem arrepios nos braços.
Não que eu acreditasse que isso fosse de fato acontecer... Mas sei que todos vocês tiveram, lá no fundo, aquela pequenina faísca de dúvida.
A humanidade merecia o fim. Não existe mais respeito, não existe mais honra.
Minha tão amada honra!
Ah, quem se importa com as almas? Almas não são nada mais que suas soluções nada sensatas para as maiores questões...

E ah, a quem estou tentando enganar?
Tudo o que eu quero é dormir.
(e sonhar o mais profundo e verdadeiro dos sonhos)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aftarsadendoem


Emorroidasidem!



Só pra avisar que eu criei um outro blog pra falar do intercâmbio, o Na Terra do Salsichão. Pra quem não sabe eu vim pra Alemanha e vou morar aqui por um ano pelo intercâmbio do Rotary. Nesse blog continuam os meus desabafos, minhas coisas sem sentido e etc, no outro são só curiosidades e histórias daqui.
Obrigadinha :)

terça-feira, 5 de julho de 2011

HEY MENINA


Pega essa sua bolsa aí e enche de bomba pra jogar lá no congresso,
na presidente filha da puta e naquele bando de viado.
Aproveita e mata também o Sarney, aquele ladrão desgraçado presidente do congresso
que rouba nosso dinheiro e usa os prazeres que deviam ser nossos.



Adoro o Vila Mariana.

sábado, 28 de maio de 2011

Linha de Pensamento

Às vezes eu me pergunto porque gosto tanto de você... e porque gosto tato de chocolate... e de fotografia... nossa, é mesmo, preciso comprar uma câmera. NOSSA, QUE FOTO É ESSA? Gostei realmente das minhas unhas, não que eu usaria isso todos os dias... acho que algum dia tenho que explicar no blog o título dos posts, ninguém deve entender nada... NOSSA! Preciso muito ouvir Coldplay... ... .... OPS, esqueci do blog! Pronto, voltei. Nossa, não param de falar de chocolate no Jô, e isso só me dá menos vontade de comer. Agora deu vontade de comer alface, essa é a coisa mais estranha do mundo! Mentira, existem coisas muito mais estranhas no mundo. Nossa, esse barulho do skype é tão irritante! Mentira, o do msn é mais. As pessoas não sabem ficar quietas? É, eu devo ser muito anti-social, mesmo. Eu quero ir pra França! Mentira, eu quero ir pra Alemanha, mas eu vou morar na França algum dia... Mas antes vou pra Dinamarca! Tô cansando de escrever aqui, tô ficando com sono e tô com dor de cabeça! Meu deus, como eu sou chata! Tá, tchau.




Realmente, sou muito chata, céus!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Amanhã

"Por que você odeia o Rio?"
Eu não odeio o Rio, não. A cidade é linda e teria tudo pra ser a cidade ideal...
As diferenças entre o Rio e São Paulo? Não são tantas assim.
Nesses 5 dias que fiquei lá, percebi algumas coisas novas:

Fato 1. A melhor polícia de Sampa é a militar. Não sei se foi azar, mas logo na minha primeira experiência com um PM no Rio, ele foi totalmente mau educado.
Fato 2. Os táxis amarelos do Rio são muito bonitinhos, todos iguais. Mas eu andei de táxi azul e de táxi preto.
Fato 3. Falem o que quiser do trânsito de Sampa. Peguei mais trânsito no Rio em 5 (!!!) dias do que pego em Sampa em 45 (!!!!!).
Fato 4. Os ônibus do Rio são uma bagunça. Tem ônibus de R$3,20, de R$3,50, vi até um de mais de R$9,00! Cada ônibus é de um jeito. Teve um em que o motorista não ia parar, parou, a mulher no ponto xingou e ele a mandou descer do ônibus(!!!!!!!!). Logo em seguida, peguei outro 30 centavos mais caro, com ar-condicionado, mais confortável e com um cobrador vestido socialmente que era super simpático (adivinha, ele não tinha sotaque!)
Fato 5. Os cariocas adoram um barraco.
Fato 6. Os cariocas se acham superiores.
Fato 7. As cariocas usam uma meia ridícula pra correr na praia.
Fato 8. Não tem Jurupinga no Rio (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!).
Fato 9. Se não tiver um bom motivo, um carioca não será educado.
Fato 10. Shopping não é shopping, é mall.
Fato 11. Balada não é balada, é boate (GENTE, só eu acho boate uma palavra travesti? Buatxi!)
Fato 12. Não é Extra, é Eissxxxtra.
Fato 13. Graças à magnífica TV Globo, cariocas pensam que paulistas falam 'truta'.
Fato 14. Cariocas realmente falam maneiro e caraca, sempre.
Fato 15. O sotaque do Rio só me irrita se eu tô em Sampa. Lá dá até pra acostumar!
Fato 16. A Central do Brasil, a Rocinha, o Morro do Alemão e todas essas coisas existem, não foi a Globo que inventou :D
Fato 17. Tem metrô no Rio (!!!!!!).
Fato 18. O metrô velho do Rio é bem parecido com o metrô novo de Sampa, a diferença é que eles pensaram nisso antes.
Fato 19. Tem METRÔ no Rio (!!!!!!!!!!!!!!).
Fato 20. Os bancos do metrô do Rio são um atrás do outro, igual de ônibus.
Fato 21. Eu já disse que tem METRÔ no Rio?
Fato 22. As pessoas ficam bebendo na praia até de madrugada (será que ninguém nunca foi bêbado pro mar e se afogou? Hmm...).
Fato 23. Eu não vi nenhum gay no Rio. É claro que lá tem gay, mas aqui em um dia você vê muitos, imagina em 5!
Fato 24. Sim, tem gente boa no Rio. Gente legal. Eu só falo isso tudo porque sou chata, porque no único dia que eu saí à noite conheci só gente legal. O fato, aqui, é que eu generalizo.
Fato 25. Eu fiz um novo amigo :)





Ah, se ela soubesse que quando ela passa o mundo inteirinho se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Rio de Janeiro continua lindo

J: Was good to see you yesterday teddy:)
P: Yeah me too :)
J: Even if I don't get kisses or to hold your hand... :)
P: My hand
J: Yes... your hand.
P: Ta bom


J: Oh and I forgot to tell you, me and marcos talked for about 30minutes and I got to choose which family to go next...
P: Go to marina's family, i don't want to change my family
J: Sorry but I picked the family your with now
P: No no... I don't want to change... :(
J: Why? My family is good.
P: Yeah i know but i love my family, i don't want to change teddy :(
J: Okay look, I'm kidding, marcos told me I was going to your family next but I talked to him and told him ild like to go to the other one and its okay if I go to your family last, and I got him to say okay, so I'm going to the other family, I did it for you teddy
P: Really? Aww teddy thanks
J: Its okay, I didn't want to make you sad.
P: Teddy thanks muah
J: Would love that kiss... I don't get why you said no to us kissing
[...]
J: So we can kiss again or no?
P: Yeah


J: want to come over? I want my teddy...
P: Mmm haha now it's late, i can't
J: Awww, but I want my cuddle
P: Tomorrow
J: Okay then, I guess I will except that. and a kiss? Haha


J: Maybe one night on the cruise we can?


:)







sexta-feira, 22 de abril de 2011

Caçador

Existe sempre aquela época em que tudo parece que vai mudar, mas nada nunca muda. A gente espera, espera, espera.. e nuca percebe mudança nenhuma. A mudança vem, a gente nem se toca. O problema é o dia em que você percebe que tudo que poderia ter mudado pra melhor, na verdade só piorou.


Sabe quando você espera muito de uma coisa? Sei lá, quando você bota muito mais esperança do que devia. Sabe? Eu sempre fiz o possível pra ser pessimista, acreditar que as coisas realmente iam dar errado, acreditando que a dor seria menor se fosse realmente ruim. Mas aí eu deixei de fazer isso por um tempo... e agora aqui estou, deprimida. Reprimida. Resumida.
Não? Não.


Quando, Marina, você vai aprender a entender que o problema é você?

terça-feira, 15 de março de 2011

Magnifique!

Não posso pular o mês?
Março tá sendo uma bosta, e abril promete ser muito bom. Tirando o carnaval, a única coisa boa que eu tive além do carnaval esse mês foi... nada.
E, além de tudo, eu queria entender o ser humano. Sim, eu sei que é impossível, mas só um pouquinho! Juro! Um pouquinhozinho! Meu amigo do último post simplesmente parou de falar comigo (de vez). E eu não sei a razão, foi realmente do nada e sem motivo. Isso me deixa realmente abismada.
E eu ganho um irmão novo. Lindo, adoro irmãos novos, adoro australianos. Mas ele já foi embora! Volta bro, não me abandona tão rápido! hahahaha
E, pra piorar, o tempo não passa. Não passa nunca! Tô esperando agosto desde o ano passado e ainda faltam 5 meses! 5 meses! É muito mês!
Tá, chega de reclamar. Prometo que o próximo post não vai ser uma reclamação.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Brachet

Sejam sinceros, por favor.
Não me importo, mesmo mesmo, que você diga "Marina, você é chata", mas vou, SIM, ficar muito puta se você disser "ah não, eu gosto muito muito de você, mas acho que nós nos falamos demais".
É.
Que tipo de amizade é essa, de verdade?
E, quando eu perguntava se tinha algum problema, "nããão, por que, você ta brava?"
Ah, vai tomar no meio do seu cu.
Até porque primeiro vem o:
"Ah, você não vem falar comigo"
mas depois
"Ah, nós nos falamos muito"

Aff, ridículo.
Um grande WTF pra você.